Transparência é um tema controverso, principalmente quando diz respeito a despesas públicas, mas vejo isso de maneira muito simplista, na verdade entendo que a maioria das soluções eficazes são simples.
Sempre me falaram que deveria ter fé e realmente me julgo um homem de muita fé, principalmente naquilo que funciona, se aperto um interruptor de luz e a luz acende, tenho fé no poder da eletricidade.
Voltando ao tema transparência, o grande foco de desvios de verbas, favorecimento e outros crimes com nomes chiques, têm muito haver com as licitações, por consequência também não tenho fé neste sistema.
Mas por outro lado têm um sistema que tenho fé e se chama pregão eletrônico.
Pregão eletrônico em linhas gerais é um sala de chat (segura), onde empresas que se cadastraram previamente podem oferecer seus produtos aos orgãos públicos, exemplo, sou fornecedor de medicamentos e sei que haverá um pregão para determinado hospital, me cadastro, me tornando apto a participar, em hora e data determinada estarei presente virtualmente no chat determinado e ali poderei observar em tempo real o que o hospital necessita em termos de medicamentos e também os lances que meus concorrentes estão oferecendo.
Se tiver condições posso oferecer um preço melhor no ato e derrubar a proposta do concorrente e ele pode fazer o mesmo comigo.
Tal movimentação pode ser assistida por qualquer pessoa, os concorrentes não sabem uns dos outros pois são usados codinomes, dificultando o estabelecimento de cartel.
Trata-se de uns sistema tão eficiente Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap) do PR. na compra de 16 diferentes tipos de medicamentos economizou R$ 320,7 mil.
Com R$ 320,7 mil, de desconto minha fé no pregão é inabalável!
Agora me pergunto, se estão todos tão preocupados com a o "bem" do dinheiro público, por que não criam uma lei tornando o pregão eletrônico padrão na aquisição de bens das admistrações públicas?
Ninguém coloca prego sem estopa!

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